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Diretora Técnica: Dra. Anke Boeving de Bem
CRM: 19549 | RQE: 14004 - Endocrinologia e Metabologia

Conheça mais sobre as especialidades - Hepatologista

-  O Fígado



Médico(s) Especialista(s)

- Ricardo Schmitt de Bem

​A hepatologia é o ramo da medicina que engloba o estudo das doenças do fígado, da vesícula biliar, das vias biliares e do pâncreas.

O termo hepatologia deriva do grego: Hepar/ hepato (fígado) e logia (estudo).

Atuação

O fortalecimento da Hepatologia como especialidade foi extraordinário nos últimos anos, acompanhando o desenvolvimento tecnológico e a multiplicidade de pesquisas nas mais variadas áreas. Mas o apogeu das conquistas, assim como na cardiologia e na nefrologia, foi seguramente a realização do transplante hepático, que se tornou uma realidade clínica, uma esperança de vida a milhares de pacientes desenganados. Com a perspectiva do transplante, as condutas terapêuticas das diferentes complicações da doença hepática crônica avançada adquiriram novo enfoque.

A pluralidade e diversidade de temas dentro da área da Hepatologia faz com que já existam sub-especialidades. Em grandes serviços de Hepatologia dos Estados Unidos e Europa, os estagiários que buscam aprimorar conhecimentos, principalmente através do desenvolvimento de pesquisas científicas, precisam optar entre diferentes áreas como: hepatites virais, doenças das vias biliares, doenças auto-imunes, complicações da hipertensão portal, doenças metabólicas ou genéticas.

A hepatologia faz interface também com outras especialidades, existindo, assim, a Hepato-Patologia, a Hepatologia Pediátrica e a Cirurgia de Fígado e o Transplante Hepático. O laboratório clínico, a biologia molecular, os exames de imagem e a radiologia intervencionista constituem áreas de apoio de fundamental importância, com profissionais especificamente dedicados ao diagnóstico e tratamento de doenças hepáticas.

Doenças

Existem mais de 100 tipos de doenças diferentes que acometem o fígado.

Cada vez mais, algumas doenças hepáticas são motivo de grande preocupação de saúde pública, haja vista sua grande incidência registrada em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia, cerca de 30 mil pessoas morrem a cada ano por doenças hepáticas, em território brasileiro.

A hepatite C acomete em torno de 1.5% da população brasileira, ou seja, algo em torno de 2 milhões de pessoas. Outras 400 mil pessoas possuem hepatite B. Certamente, a epidemia silenciosa ocasionada pela hepatite C vem assustando a todos nos últimos 20 anos. Seu índice de cronicidade varia de 60 a 80% dos casos, podendo haver evolução para cirrose e câncer. No Brasil, na América Latina e em várias estatísticas mundiais, a cirrose pelo vírus C é a causa mais frequente de transplante hepático.

Já a prevalência da doença hepática gordurosa não alcoólica gordurosa também vem aumentando em todo o mundo e está relacionada ao aumento da frequência de obesidade e de diabetes. Ela ocorre em 11 a 46% da população em geral, mas aumenta para 57,5 a 74,5% em obesos e 21 a 78% em diabéticos.

História

Uma das primeiras representações da anatomia e fisiologia do fígado foi encontrada em papiros egípcios, em cerca de 1550 a.C. Na Ilíada e na Odisséia, (no oitavo século a.C.), Homero descrevia a anatomia do fígado e o definia como um órgão vital, pois quando ferido levava à morte. O estudo do fígado progrediu na antiguidade com os filósofos pré-socráticos, a escola hipocrática e os romanos (principalmente Aulus Cornelius Celsus e Aretaeus de Cappadocia), alcançando seu máximo desenvolvimento com Galeno.

Durante a Idade Média, a hepatologia pouco se desenvolveu como muitas áreas da ciência. Os conhecimentos adquiridos por Galeno foram transmitidos integralmente até o Renascimento, praticamente sem qualquer avanço. Como em tantas outras áreas da ciência, foi a vez de Leonardo da Vinci (1452-1519) exercer sua genialidade. Da Vinci é considerado o pai da hepatologia moderna, descrevendo a anatomia do fígado no homem, com a veia porta, veias hepáticas, vasos intra-hepáticos e as vias biliares. Uma das doenças que descreveu foi a cirrose.

Desde então, a hepatologia se desenvolveu rapidamente. Se na antiguidade suspeitava-se que o fígado era o órgão responsável pela formação do sangue (e como a sede da alma e dos sentimentos), hoje temos uma idéia mais precisa da sua importância.

O fígado

O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano, desempenhando um grande número de funções vitais à saúde do organismo. A secreção de bile é a principal função digestiva do fígado, auxiliando no processamento dos alimentos ingeridos. Além disso, o fígado é essencial na regulação do metabolismo dos carboidratos, das proteínas e dos lipídios. Outras funções incluem o armazenamento, a degradação e a excreção de substâncias do sangue, além do auxílio na regulação da hemostasia e da resposta imune.

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